sábado, 8 de abril de 2017

LÁ FORA CRESCE A ÁRVORE, DE DANIELA GAITÁN



AFUERA CRECE EL ÁRBOL

Formas de decir afuera afuera crece el árbol sin mencionar
La hierba el rocío la raíz sol en las ramas
Sin que la evolución sea detenida…
Hace tantos tantísimos años
Millones de años
Millones de milenios
                                 Cráneo grande
                     Mandíbula explayada de forma antiestética
Desconocida aún la fonología: parte de la lingüística que estudia los fonemas o descripciones teóricas de los sonidos vocálicos y consonánticos que forman una lengua
Apenas la costumbre del sobreviviente.

Millones de milenios adelante
Cráneo extraño
Mandíbula injusta                         aprender el fuego aprender las rocas
                                                           El uso homohumano
El cueva la nido
los fenómenos de entonces no desvelaron el misterio de
cómo regresar al nidoprimero uterodelaverdadera
que no,
tristemente
tampoco hoy concebimos.

Eslabón evolutivo, tantísimos años de distancia entre nosotros,
Sintiendo frío,
Más que frío, hambre absoluta
De homosapiens absoluto.
Tú, cerebro estilizado, lejano de toda la historia arqueológica que te acaece:
Danos, por favor, fuerza de voluntad, que nos alcancen
Los nidos para introducir los dientes, al menos

mientras sigue la raíz extendiéndose sub-terra-nea-mente
cual vena de sangre espesa− no se detiene





Afuera: crece el árbol, hace sol, sopla el viento, tiemblan las hojas, se secan los frutos, se mueven los pájaros, se encuentran las gentes, habita el futuro

Y digo futuro
Y todo viene a mí mas el árbol va en su camino al cielo
Su camino divino.

Bastará una palabra para alterar la suma de tantas verdades:

Afuera /todo continua, no sigue, solo continua/
Crece el árbol
Hace sol
Sopla el viento
Tiemblan las hojas
Se secan los frutos
Se mueven los pájaros
Se encuentra la gente
Habita el futuro empieza a llover

Y digo llueve
Y el presente simple y sin adornos rebota sobre las sienes de cualquiera, no es así acaso como rebota la historia la precariedad de nuestras estructuras:

Voy al nido
Para salir más tarde, nuevamente, otra vez. Ésta vez
Tal como lo hace el árbol allá. Afuera.


LÁ FORA CRESCE UMA ÁRVORE

Formas de dizer lá fora cresce a árvore sem mencionar

A erva da orvalhada a raíz do sol nos ramos
Sem que a evolução seja detida...
Há tantos tantíssimos anos
Milhões de anos
Milhões de milénios

                                 Crânio grande

                     Queixo espalhado de forma antiestética
Desconhecida ainda a fonologia: parte da linguística que estuda os fonemas ou descrições teóricas dos sons vocálicos e consonânticos que formam uma língua
Só o costume do sobrevivente.
                                 
Milhões de milénios por diante
Crânio estranho
Queixo injusto                        apreender o lume apreender as rochas

                                                           O uso homohumano

O cova  a ninho
os fenómenos daquela altura não revelaram o mistério
como voltar para o ninhoprimeiro uterodaverdadeira
que não,
tristemente
tampouco hoje concebemos.

Elo evolutivo, tantíssimos anos de distância entre nós,

A sentirmos frio,
Mais do que frio, fome absoluta
De homosapiens absoluto.
Tu, cérebro estilizado, longínquo de toda a história arqueológica que ťe acontece:
Dá-nos, por favor, força de vontade, que nos alcancem
Os ninhos para introduzir os dentes, ao menos
enquanto continua a raíz a espalhar sub-terra-nea-mente
-como veia de sangue espesso- não se detém.



Lá fora: cresce a árvore, vai sol, sopra o vento, tremem as folhas, secam os frutos, mexem os pássaros, encontram-se as pessoas, mora o futuro

E digo futuro

E tudo vem para mim, mas a árvore vai no seu caminho para o céu
O seu caminho divino.

Chegará com uma palavra para alterar a soma de tantas verdades:


Lá fora /tudo continua, não prossegue, só continua/

Cresce a árvore
Vai sol
Sopra o vento
Tremem as folhas
Secam os frutos
Mexem os pássaros
Encontram-se as pessoas 
Mora o futuro | começa a chover

E digo chove

E o presente simples sem adornos quica nas têmporas de qualquer um, não é assim portanto como quica a história a precariedade das nossas estruturas:

Vou ao ninho

Para saír mais tarde, novamente, outra vez. Esta vez
Tal como faz a árvore aí. Lá fora.

© Texto: Daniela Gaitán
© Tradução: Xavier Frias Conde

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